Mercado Imobiliário

Corretor: Como evitar cair em ciladas no início da carreira imobiliária

O corretor em início de carreira deve ter atenção redobrada, especialmente no que diz respeito à documentação. Segundo Francisco Zagari Neto, presidente nacional da ONG – ABCI (Associação Brasileira de Defesa dos Corretores de Imóveis), como intermediário do negócio, ele deve checar os documentos que garantem que o imóvel esteja disponível para a venda.

(Foto: Shutterstock)
É necessário ficar atento á todas documentações e sempre verificar a disponibilidade do imóvel para venda (Foto: Shutterstock)

Além disso, deve verificar certidões na prefeitura, cadastral, taxa de lixo – há muitos casos em que o proprietário não pagou a taxa de lixo e há uma dívida no imóvel -, Receita Federal, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e CNDT Trabalhista, por exemplo, para ter certeza de que não há nenhum processo que possa recair sobre o imóvel.

“Muitos corretores, principalmente no início de carreira, não ficam atentos à documentação e podem ter problemas muito graves. Além disso, é necessário ficar atento a golpes. Há casos de falsos clientes que são estelionatários. Por isso, é preciso ter cautela e se certificar de que a documentação é realmente do cliente”, alerta Zagari.

Ele cita o caso de um suposto cliente que queria alugar um imóvel e deu como garantia um bem que não era do fiador. “Felizmente, o imóvel que ele deu como garantia era de um cliente da minha empresa, então, liguei para me certificar se o imóvel tinha sido negociado e ele disse que não. A pessoa falsificou a documentação do proprietário e do fiador. Depois, descobrimos que eles usavam os imóveis para bingo e já havia sete fianças diferentes no mesmo imóvel. Chamamos a polícia e prestamos queixa. Resumindo, se o corretor não estiver muito atento, pode cair nessas armadilhas”, adverte.

“Houve outro caso de uma pessoa que foi olhar um imóvel que estávamos vendendo e depois passou a ir ao prédio se fazendo passar por proprietário do imóvel, como se já tivesse fechado o negócio. São artimanhas às quais o corretor deve ficar muito atento”, enfatiza.

Para Zagari, em tempos e crise a situação fica ainda mais complicada, já que o corretor e o cliente querem muito fechar o negócio e os estelionatários se aproveitam para aplicar golpes.

Escreva um comentário