Mercado Imobiliário

Clientes brasileiros são como ouro para o mercado imobiliário dos Estados Unidos

Os brasileiros são tão importantes para o mercado imobiliário da Flórida que, no Estado norte-americano, há dezenas de imobiliárias e corretores especializados em atender esse público.

Miami
Os imóveis mais procurados são os de médio e alto padrão (Foto: Shutterstock)

Segundo Daniel Ickowicz, diretor de vendas da Elite International Realty, os brasileiros representam 12% dos compradores internacionais da cidade de Miami e 9% no Estado da Flórida, de acordo com a National Association of Realtors (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis). “É o terceiro mercado mais importante, atrás apenas da Argentina e da Venezuela”, diz.

Entre os clientes da Elite, por sua vez, aproximadamente 60% são do Brasil. “Metade da nossa força de vendas é brasileira, porém temos também corretores da Colômbia, Peru, Venezuela, Argentina, França e Israel. Somos multiculturais, um reflexo da cidade que vendemos e promovemos”, afirma Ickowicz.

O diretor de vendas explica que, historicamente, os brasileiros buscam dois tipos de imóveis: para investimento na região central de Miami, onde há boa demanda para aluguel, o que gera excelente liquidez para renda, e imóveis de médio e alto padrão voltados para as férias nas regiões de aventura e na praia de Sunny Isles. O valor gasto pelos investidores fica na faixa de US$ 300 mil a US$ 600 mil e pelos que compram casas para as férias varia de US$ 500 mil (em torno de R$ 1,8 milhões) a US$ 3 milhões (em torno de R$ 10,9 milhões).

A região de Aventura é muito procurada pela proximidade ao Aventura Mall, um dos shoppings mais frequentados pelos brasileiros. Sunny Isles – conhecida como a Riviera da Flórida – com sua atmosfera casual, apresenta muitas atrações gastronômicas, de lazer, cultura e comércio – e Brickell, um centro financeiro da cidade, que mistura áreas residenciais e comerciais.

Os imóveis com valores mais acessíveis são procurados por famílias que buscam qualidade de vida em bairros tranquilos, com bom custo-benefício, porém essa opção fica um pouco afastada dos grandes centros. Como o acesso pelas estradas é fácil, a distância não pesa tanto, já que é possível cruzar a cidade entre 20 e 30 minutos.

Mudança permanente

Segundo Léo Ickowicz, sócio da Elite International Realty, um grupo que tem crescido é o de famílias em busca de uma mudança permanente para a Flórida. “Casais na faixa etária de 35 a 50 anos e filhos com idade inferior a 15 anos nos procuram bastante para fazer a mudança. Os principais motivos são segurança e qualidade de vida, além da oportunidade de aprender inglês”, acrescenta Daniel Ickowicz.

Já para os aposentados, a proximidade da praia e do comércio é essencial. Eles aproveitam para adquirir o carro com que sempre sonharam, normalmente esportivo ou conversível, com valor muito abaixo do que custaria no Brasil.

Negócios em 2015 e perspectivas para 2016

Segundo Daniel Ickowicz, 2015 foi um ano que ainda refletiu muitos negócios encaminhados de 2014 e os números se mantiveram. “Houve uma pequena redução, mas não foi significativa. Em 2016 deve haver uma queda nas vendas, porém ainda há muita incerteza política e econômica e essas variáveis são muito dinâmicas e mudam rápido.

Acreditamos que 2016 será um ano de clientes buscando imóveis para moradia, mudando um pouco o perfil de casas de férias. Empresários e executivos devem trazer a família para morar na Flórida de forma temporária para o ‘test drive’ ou de maneira permanente.”

Daniel Ickowicz afirma que os brasileiros buscam ajuda para o processo de aquisição, além de indicações de pessoas de confiança para ajudar na abertura de empresas para comprar os imóveis, banco para financiamento, empresas para efetuarem reformas nas casas, entre outros serviços.

“Buscamos sempre o atendimento em português e acompanhamos os clientes durante todo o processo. Mostramos o caminho das pedras em todo o processo de aquisição, não apenas no momento de mostrar os imóveis, mas durante a compra e principalmente no pós-venda. Tratamos de minimizar o choque cultural e fazer do processo algo prazeroso”, finaliza.

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