Mercado Imobiliário

Como anda o mercado imobiliário do interior de São Paulo?

Muita gente sonha em sair da cidade e escolher uma cidade pequena para viver. O principal motivo, no início dos anos noventa, quando começou o movimento da “mudança”, era a busca pela qualidade de vida. Hoje, até a crise da água pode ser uma das razões para que a decisão seja tomada.

(Foto: Shutterstock)
Não é de hoje que o paulistano fica dividido entre morar na cidade ou campo (Foto: Shutterstock)

Não é de hoje que o paulistano busca mais tranquilidade e fica dividido entre viver no campo ou na cidade. Ficar longe do trânsito sempre parado, da violência e ter tranquilidade no dia a dia parecem ser um sonho dourado de muita gente que opta por se mudar para alguma cidade do interior. O “aconchego” é uma promessa de qualidade de vida. E o corretor deve ficar atento a esta tendência e a diferença entre campo e cidade.

Esse processo de “fuga” começou a acontecer no início dos anos noventa. Um dos fatores que estimularam o movimento foi o fato de muitas indústrias terem se mudado para o interior. Isso estimulou o crescimento do número de vagas no mercado de trabalho e atraiu os moradores para o interior paulista. Além disso, diversas universidades abriram campus em inúmeros pontos. Os jovens, aprovados no vestibular, se mudaram para os “pólos estudantis”.

“A qualidade das rodovias – Imigrantes, Dutra, Castelo Branco, Anhanguera, entre outras, facilitou a viagem dos motoristas e ajudou na decisão dos clientes que pensaram em comprar imóvel no interior”, diz o vice-presidente do Interior do Secovi, Flavio Amary, que cita ainda a segurança como fator que atrai as pessoas para fora de São Paulo.

Segundo ele, o total de pessoas que prefere sair da capital e viver numa cidade “pequena” diminuiu ao longo dos anos. Mas o número ainda é grande. Em 10 anos – até 2010, houve o acréscimo de quase dois milhões de domicílios no interior paulista. “Uma razão que hoje atrai pessoas para o interior de São Paulo é a crise da água. Muitas cidades não sofrem com a ameaça da falta de água”, afirma Amary. “Os lançamentos e empreendimentos, apesar da crise, são mantidos na maioria das cidades”.

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