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Como escolher a celebridade certa para a sua marca?

Afinidade é essencial na hora de escolher a celebridade para a sua marca. É importante que o escolhido tenha algo a ver com o produto que ele anuncia. “Imagine um lutador de MMA, por exemplo, fazendo propaganda de maquiagem… Por mais que ele seja conhecido e querido, não tem nada a ver com o produto”, exemplifica Roni Gotthilf, diretor de criação da Fox Comunicação.

Vale ressaltar que atrelar a sua marca a uma pessoa de carne e osso tem seus riscos (Foto: Shutterstock)
Vale ressaltar que atrelar a sua marca a uma pessoa de carne e osso tem seus riscos (Foto: Shutterstock)

É importante também que o escolhido tenha alguma ligação com o público que você quer atingir. Além disso, a credibilidade das celebridades é fundamental.

Gisele Bündchen e Ana Hickmann são exemplos de cuidados que a empresa deve ter ao escolher a celebridade. A personagem diz que usa, que apoia e que gosta do produto, mas quando fala isso de várias coisas diferentes, fica difícil de acreditar. Por isso, quando você escolhe um terceiro para falar em seu nome, essa pessoa tem de ser convincente”, reforça.

Vale ressaltar que atrelar a sua marca a uma pessoa de carne e osso tem seus riscos. “Por exemplo, se a celebridade se envolve em um acidente de trânsito ou se ela é acusada de um crime, mesmo que ela não seja culpada ou condenada, isso terá reflexo sobre a marca, que está endossando aquela celebridade”, alerta Gotthilf.

Caso isso ocorra, é importante que a empresa venha imediatamente a público se dissociar daquela celebridade. “O porta-voz da empresa pode dizer que, até aquele momento, achava que aquela pessoa era o máximo, mas que suas atitudes não representam os valores da marca.”

Não há receita garantida de atrelar a celebridade à marca. Às vezes, é conveniente ter a celebridade. Ma pode ser melhor investir na marca sozinha e em consolidar a sua imagem, porque pode surgir algo que ninguém fez e que seja muito mais atraente do que ter a mesma celebridade que fez a publicidade do concorrente fazendo também a da sua empresa. “E isso pode levar o consumidor a não saber se ele está falando da sua marca ou de um concorrente”, explica Gotthilf.

“Não é fácil para a publicidade brasileira trabalhar com heróis, como ocorre no Exterior, porque os heróis brasileiros são poucos. Temos muitas celebridades, mas pessoas com valores éticos e engajamento social, que é algo que o verdadeiro herói tem, são poucas no país”, finaliza.

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