Mercado Imobiliário

Confira as expressões mais usadas pelos corretores de imóveis

Cada profissão tem o seu jargão, que segundo o dicionário Houaiss, é um código linguístico próprio de um grupo sociocultural ou profissional com vocabulário especial, difícil de compreender ou incompreensível para os não iniciados, gíria. E isso não é diferente com os corretores de imóveis que também usam expressões bastante específicas no dia a dia de trabalho.

Segundo Guilherme Ribeiro, diretor de marketing da Rede Imobiliária Secovi-SP, esse jargão é comum, mas varia de região para região. “É mais frequente entre corretores de lançamentos. É uma prática péssima, pois dificulta a compreensão, gera confusão e ainda pode ser discriminatória”, adverte.

corretores de imóveis
Em cada região, os corretores de imóveis possuem suas próprias expressões (Foto: Shutterstock)

Gilberto Yogui, vice-presidente do Creci-SP, concorda que esse tipo de vocabulário é mais usado nos plantões. “Hoje, como boa parte da comunicação é feita por mensagens, como whatsApp, não são mais usadas tantas gírias”, avalia.

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Para Raquel Felix  coordenadora de marketing do Ibresp, as expressões e gírias usadas pelos corretores dependem do público que eles atendem. “Profissionais que lidam mais com clientes da classe A costumam usar poucas gírias”, diz.

Ribeiro e Yogui elencam algumas das expressões mais comuns e seus significados:

Calça branca – Corretor novato, que ainda não fez nenhum negócio;

Bulula – Cliente que apenas está observando, olhando, um curioso, não irá comprar;

Mosca branca – Um imóvel muito difícil de ser encontrado;

Galinha morta – Uma ótima oportunidade de negócio devido ao baixo preço;

Fifty – Parceria com outra imobiliária ou corretor;

(Plantão) pirata – Ação de prospecção de clientes antes do registro imobiliário de um lançamento;

Tijolinho – Pequeno anúncio classificado de jornal;

Roleta – Sorteio para definir a vez do atendimento;

Bicicleta, chapelar ou passar a perna – enganar alguém.

Rio de Janeiro

Outros estados também têm suas gírias próprias, embora algumas coincidam. Segundo Laudimiro Cavalcanti, diretor do Creci-RJ, as expressões e gírias surgem a partir do cotidiano do mercado imobiliário e das situações específicas que ocorrem nos estandes de vendas. A expressão “bulula”, por exemplo, também é usada no Rio, e tem o mesmo significado em São Paulo. “Bulula se refere a clientes que passam por todo o processo de atendimento, preenchem cadastros, conversam com corretores, falam sobre suas preferências, mas não concluem a compra do imóvel. Adoram visitar estandes”, comenta. Da mesma forma, a expressão “fifty-fifty” é aplicada quando a venda de imóveis ocorre por meio de parcerias entre os profissionais e a comissão é divida em 50% pra cada corretor.

Cavalcanti menciona mais algumas expressões usadas no Rio:

  • Bola murcha – cliente que tem vontade de comprar determinado imóvel, mas não possui os recursos necessários;
  • Rodízio – sorteio para definir a ordem de atendimento dos corretores de imóveis em um estande de vendas;
  • Regra 3 – nessa situação, o corretor de imóveis fica no aguardo para que “sobre” o cliente quando, por exemplo, todos os profissionais estão em atendimento, ou para continuar um atendimento que foi iniciado por outro profissional que não pode estar presente no estande naquele momento. 

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Santa Catarina

O Creci-SC relaciona algumas expressões utilizadas naquele estado:

Furar o olho – deixar o corretor de fora da negociação;

Bicicleta – quando alguém passa a perna no corretor;

  • Fazer cachorro – quando é feito um negócio por fora, excluindo ou o corretor ou a imobiliária;
  • CPF – Comissões Por Fora;
  • Mosca branca – quando o valor é muito barato;
  • Galinha morta – barbada;
  • Rachide – dividir os honorários/comissão.

Bahia

O presidente do Creci-BA, Samuel Arthur Prado, atribui o uso de gíria entre os corretores ao senso de humor do baiano e à necessidade de criar um dialeto para que a classe se entenda  de forma rápida e bem-humorada.

Ele cita algumas expressões:

Passativa– corretor que deu uma passativa no colega, ou seja, tomou o cliente do outro;

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