Mercado Imobiliário

Como se tornar corretor de imóveis nos Estados Unidos

Não é fácil vender imóveis nos Estados Unidos, mas com foco e persistência o negócio pode ser muito lucrativo (Foto: Shutterstock)
Não é fácil tornar-se um corretor nos EUA, mas com foco e persistência o negócio pode ser muito lucrativo (Foto: Shutterstock)

O corretor de imóveis Renato Alves vive uma rotina cobiçada por muita gente. Ele mora nos Estados Unidos legalmente, tem ótima profissão e renda e é reconhecido e respeitado por colegas e clientes. E pensar que tudo começou por conta do medo da violência em São Paulo e do alto custo de vida no Brasil. “Eu era professor de matemática em uma escola particular. E resolvi fazer outra faculdade fora do País. A crise pela qual passavam os Estados Unidos em 2009 fazia com que fosse o lugar mais em conta”, afirma Alves.

Ele escolheu cursar Arquitetura de Interiores em uma faculdade de Orlando. No final do curso existia a possibilidade de tirar o SSN (Social Security Number), que é o CPF americano, e trabalhar por um ano como corretor. Para exercer a profissão nos Estados Unidos é preciso ter o SSN. O próximo passo foi fazer o curso obrigatório nas escolas credenciadas, com duração de 63 horas. Depois é necessário se inscrever e passar na prova estadual para corretores.

Renato Alves - Corretor de imóveis nos Estados Unidos
Brasileiro Renato Alves vive como corretor de imóveis nos EUA (Foto: Arquivo pessoal)

Hoje ele tem uma carteira de 650 clientes. Em 2010 o corretor de imóveis começou a escrever um blog, Um Brasileiro na Terra do Tio Sam. Os clientes apareceram por conta da publicação. No começo Alves enfrentou uma certa desconfiança no mercado. Segundo ele, nos Estados Unidos existe muita competição. “As coisas são sempre muito corretas. Havia um pouco de desconfiança por parte dos construtores e proprietários de imóveis que eu ia negociar. Mas uma vez que eles perceberam a minha seriedade e dedicação, as barreiras caíram e tudo ficou mais fácil”.

Ele detalha que não é fácil pedir vantagens na negociação de uma propriedade em condomínios de locação. “Como hoje eu sou o vendedor número um de uma delas, consigo várias coisas com o dono da construtora, como parcelar a entrada ou atrasar pagamentos sem penalidade”, por exemplo. Alves dá uma dica: é preciso ser rápido e responder a todos os emails em menos de 24 horas. Detalhe: o mercado imobiliário nos Estados Unidos se recuperou. Alves vendeu, só no ano passado, US$ 10 milhões em propriedades. “De 2013 para cá, depois que me tornei corretor de imóveis, minha renda subiu 184%”.

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