Mercado Imobiliário

Imóveis de Miami continuam em alta entre os brasileiros

O interesse dos brasileiros pelos imóveis na Flórida vai muito bem, obrigada. Os problemas na política e na economia só reforçam os negócios, já que os investidores sentem que em Miami, por exemplo – o destino preferido dos brasileiros – o dinheiro está seguro.

Miami
Miami, o destino preferido dos brasileiros (Foto: shutterstock)

O consultor imobiliário Fellipe Baptista, que mora na Flórida há mais de dez anos, cita dados da associação dos corretores local para demonstrar que o número de unidades vendidas a estrangeiros caiu, mas o montante registrou alta. Entre setembro de 2013 e setembro de 2014, o índice vendido para estrangeiros foi de 15%. Em igual período entre 14/15, o número foi de 12%. Mas o valor médio das propriedades compradas por estrangeiros subiu de US$ 300,6 mil para US$ 538,6 mil. Já a média dos bens adquiridos pelos brasileiros cresceu de US$ 409,6 mil para US$ 587,7 mil.

“Os brasileiros adoram em comprar em Miami, responsável por 44% dos negócios feitos. O segundo destino mais procurado por eles é Fort Laudardale, com 18%, seguido por Orlando, com 16%. O índice de brasileiros que se interessa pelos imóveis na Flórida, dentro da pesquisa de compradores estrangeiros, aumentou de 6% para 9%”, diz Baptista. “Por aqui não tem crise. Mas o bom resultado pode ter sido provocado pelos problemas no Brasil. Os brasileiros reclamam que a economia no Brasil está parada e querem ter certeza de que estão aplicando num lugar seguro”.

Em 2016, segundo a expectativa de Baptista, os imóveis na Flórida poderão registrar valorização de até 8%. “Os brasileiros ocupam o segundo lugar no ranking de estrangeiros que mais compram na Flórida. Eles perdem para os venezuelanos. Em terceiro lugar estão os colombianos e em quarto, os argentinos”. Detalhe: 65% dos brasileiros compram em dinheiro. “Os brasileiros compram casas e apartamentos para passar férias ou como investimento. O bem é colocado para locação e o proprietário tem uma renda em dólar”.

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