Mercado Imobiliário

Indicação de profissionais é bem-vinda e fideliza clientes

Corretor, consultor, psicólogo, ouvinte, companheiro, parceiro de negócios, conselheiro. Essas são apenas algumas funções do profissional que apresenta aos clientes os imóveis que estão à venda no mercado, levando em conta as necessidades e o estilo de cada um. Para efetivar um negócio, não basta apenas atender bem. O corretor precisa estar atento – e descobrir o que a pessoa está precisando, mesmo antes de ela saber o que é.

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O consultor vai além, opinando, sugerindo, e oferecendo alternativas para a satisfação do cliente (Foto: Shutterstock)

“O corretor é aquele que simplesmente promove a aproximação entre duas partes interessadas em determinado negócio e ajuda no entendimento entre eles. O consultor vai além, opinando, sugerindo, esclarecendo, informando, oferecendo alternativas e, efetivamente, contribuindo de maneira eficiente para a realização satisfatória do negócio para todas as partes envolvidas. Trata-se de um profissional altamente informado, sobretudo sobre o que pode influenciar na negociação e conhece com profundidade o mercado em que atua e os produtos que oferece”, afirma o presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva. “A expectativa do Sistema COFECI-CRECI é de que todo Corretor seja também um consultor de negócios”.

Sendo assim, o consultor pode “atuar” em várias áreas – e indicar profissionais que ajudem o cliente a realizar o sonho da casa própria em grande estilo: arquitetos, decoradores, engenheiros, por exemplo. O bom profissional, sem qualquer receio, deve orientar seus clientes quanto a outros que possam contribuir para a satisfação deles. “Já a contratação de tais profissionais é responsabilidade apenas de quem recebe a indicação profissional. É muito comum que clientes peçam tais indicações porque eles não estão habituados com a utilização de tais serviços e até agradecem por boas indicações”, diz Silva.

Extra – Mas o profissional deve ter cuidado. Nada impede que o corretor/consultor se beneficie de suas indicações – desde que isso não implique num pagamento extra por parte dos contratantes. O mais razoável, a fim de evitar que a indicação pareça meramente “interesseira”, é que o corretor indique mais de um profissional de cada atividade, deixando a decisão da escolha para o interessado.

Toda ajuda é bem-vinda e certamente ajuda a fidelizar. A indicação de profissionais pode ser feita de maneira direta perguntando ao cliente se ele vai precisar deste ou daquele tipo de profissional ou, de maneira indireta, comentando sobre determinado trabalho realizado e suas vantagens, despertando a curiosidade da pessoa em saber quem o desenvolveu.
O presidente do Cofeci lembra que todas as etapas, na verdade, é que fidelizam o cliente: o antes, durante e o depois. Na primeira, vale a máxima de que a primeira impressão é a que fica. “Se o cliente se sentir bem recepcionado a chance de concretização de um negócio será bastante grande. A segunda diz respeito à excelência do atendimento durante a negociação propriamente dita. A terceira refere-se ao comportamento do profissional no pós-venda e sua atenção permanente ao cliente para que não seja por ele esquecido”.

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