Mercado Imobiliário

Imóveis em leilão podem ser um bom caminho para aumentar as vendas

Alguns corretores ainda não se deram conta. Mas o leilão de imóveis que estão em processo judicial pode alavancar as vendas e incrementar os ganhos mensais – ainda mais numa época de “paralisia” na economia.

O procedimento é muito parecido com a negociação de imóveis que estão no mercado (Foto: Shutterstock)
O procedimento é muito parecido com a negociação de imóveis que estão no mercado (Foto: Shutterstock)

O procedimento é muito parecido com a negociação de imóveis que estão no mercado. Mas o corretor deve tomar dois cuidados: é preciso ter uma boa assessoria jurídica para analisar o processo e que também faça uma previsão das dificuldades que podem surgir.  E, claro, que se encarregue da avaliação comercial. Ou seja, quanto vale o bem. “A assessoria jurídica terá a noção clara de quais dividas estão envolvidas e as características do processo. O corretor não conseguirá fazer isso. O profissional vai informar ao interessado no imóvel sobre o valor e os detalhes da região”, diz o advogado especializado em direito imobiliário Bence Pal Deak.

Deak lembra que não existe um imóvel que esteja em leilão que não tenha um edital – uma divulgação pública que detalhe a data em que vai acontecer e o valor mínimo estipulado pelo juiz. Por isso fica “fácil” de o corretor detectar bons negócios.

“O preço do bem pode variar entre 40% e 60% do que é cobrado no mercado. Depende da decisão do juiz”, afirma o especialista. “O corretor precisa pesquisar e encontrar um bem que se adeque aos seus interesses. Ele deve saber quanto vale o imóvel e depois fazer uma comparação com dados jurídicos para prever o prazo em que a arrematação dará certo”.

O preço, bem abaixo do mercado, é sedutor. Mas Deak alerta que a indicação de um imóvel para leilão pode enfrentar processos no que se refere à avaliação do bem ou à validade da penhora. “Isso pode atrapalhar o processo. Mas o corretor não corre o risco de não receber pelo trabalho dele”.

Por isso, o profissional precisa negociar tudo com o cliente no começo do trabalho. Se o interessado receber a carta de arrematação (documento expedido pelo poder judiciário que tem força de escritura), fizer o registro do imóvel e receber a posse do bem é muito difícil acontecer algum problema e alguém tentar anular a negociação. “Desta forma o corretor já terá feito a parte dele e não haverá motivo para não receber pelos serviços prestados”, ressalta Deak.

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