Mercado Imobiliário

Portugal seduz brasileiros com oferta de segurança e uma vida na Europa

Não se trata de uma descoberta, afinal, a colônia brasileira é a maior em Portugal, com 87.493 habitantes, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Mas, oportunidades de negócios e a busca por uma melhor qualidade de vida têm incentivado cada vez mais o investimento no mercado imobiliário português.

O reflexo dessa afirmação aparece nos números. De 2014 a 2016 passou de 6% para 10% o índice de contratos firmados naquele país. O impacto é relevante, tanto que ultrapassamos os chineses e assumimos a terceira posição dos que mais compram imóveis em Portugal, atrás apenas de ingleses e franceses.

(Foto: Ricardo Sousa -Century21)
(Foto: Ricardo Sousa -Century21)

Essa realidade cria uma oportunidade para quem trabalha no segmento no Brasil. A atenção ao fluxo do mercado e ao interesse dos clientes  pode criar novas opções de negócios.

“Muitos corretores têm se preparado para atuar em mercados internacionais, pois conseguem enxergar um nicho bastante promissor. Os profissionais brasileiros têm atuado com parcerias e os resultados estão sendo muito bons”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.
Motivação para mudar

Segundo Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip), o aquecimento do comércio imobiliário português é um interesse do governo, não somente dos estrangeiros.

“No final de 2012, em plena crise econômica, foram lançados dois programas de captação de investimento estrangeiro para Portugal: o programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento, conhecido vulgarmente por “Vistos Gold” e o Regime Fiscal para Residentes Não Habituais”, explica.

Essas medidas e o anseio por uma maior segurança e qualidade de vida, colocaram ainda mais o país europeu na rota dos brasileiros. “Os Vistos Gold permitem (ao estrangeiro) obter residência em Portugal por um período de 5 anos, através da compra de um ou vários imóveis que totalizem um valor igual ou superior a 500 mil euros”, diz Lima.

“O cliente brasileiro valoriza o investimento seguro e o fato de passar a ter os privilégios de um cidadão da União Europeia, o que permite a ele circular, estudar e trabalhar livremente na Europa”, destaca Ricardo Sousa, administrador da rede imobiliária Century 21 Portugal.
Perfil do comprador

Segundo Sousa, os clientes são principalmente de classe média e alta. “São pessoas com forte poder de aquisição. Agora, surgem cidadãos brasileiros com níveis de formação acadêmica e experiência profissional mais elevados, são recursos humanos com talento e com motivação para progredir no contexto profissional europeu”.

O administrador da rede Century 21 Portugal aponta que, atualmente, o valor médio dos imóveis gira em torno de 148 mil euros, sendo que em Lisboa o preço médio sobe para os 300 mil euros.

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