Mercado Imobiliário

A presença de animais pode influenciar a venda de forma negativa?

Seu cliente quer vender o imóvel, mas tem animais em casa? Segundo Alvarino Lemes, delegado do Creci-SP Regional Grande ABC, a presença de animais pode ter um efeito bastante negativo para a venda do imóvel. “É preciso lembrar-se de que nem todas as pessoas gostam de bichos de estimação e muitas têm medo, então, ter um bichinho em casa já causa um impacto na chegada ao imóvel e esse impacto negativo pode ser decisivo na hora de fechar o negócio”, alerta.

or mais que o bichinho de estimação seja querido pela família, pode ter odor desagradável na casa, que muitas vezes a família nem sente, e isso afugenta o comprador (Foto: Shutterstock)
Por mais que o bichinho de estimação seja querido pela família, pode ter odor desagradável na casa e isso afugenta o comprador (Foto: Shutterstock)

José Augusto Vieira Neto, presidente do Creci-SP, concorda que a presença de animais de estimação no imóvel é muito ruim quando se leva um cliente para visitar o local.

“Por mais que o bichinho de estimação seja querido pela família, pode ter odor desagradável na casa, que muitas vezes a família nem sente, e isso afugenta o comprador. Isso sem contar que o bichinho causa distração na visita. Se o potencial comprador gosta de animal, ele vai ficar o tempo todo olhando para o bichinho e acaba ocorrendo uma distração”, adverte.

Ele reforça que, se o potencial comprador não gostar de pets, ele vai ficar o olhando onde o bicho está e isso também tira o foco do negócio.

“A sugestão é que, no momento que vai mostrar um imóvel, o proprietário providencie que alguém saia com o bichinho ou fique com ele no colo, porque é bem desagradável ter aquele animal pequeno mordendo o calcanhar do cliente. É importante que não se crie um ambiente hostil para quem está tentando comprar um imóvel”, recomenda.

Quando o comprador também tem animal de estimação é complicado
Quando o comprador também tem animal de estimação pode enfrentar problemas

De acordo com Vieira Neto, não é possível quantificar como isso influencia no negócio ou quem deixa de comprar por causa de uma situação como essa, mas ele garante que tem um impacto bastante significativo.

“Quando o comprador também tem animal de estimação é complicado, porque não são todos os imóveis que aceitam. Se for prédio, muitas vezes não pode ter animais grandes. É sempre uma questão delicada”, finaliza.

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