Mercado Imobiliário

Saiba qual é o compromisso de compra e venda do consultor imobiliário

Consultor imobiliário apresentando o imóvel para o cliente (Foto: Shutterstock)
Consultor imobiliário apresentando o imóvel para o cliente (Foto: Shutterstock)

“O cliente sempre tem razão”. A frase mais usada no varejo – por quem compra e por quem vende, deve ser questionada quando o profissional for o corretor de imóveis. A rotina do profissional envolve várias “nuances”. Na prática, o corretor vive numa tênue linha que envolve bom senso, ética, conhecimento e leis.

“O corretor se pauta pelo Direito – não pela vontade do cliente. Caso contrário, ele pode ter problemas até mesmo com o código de ética”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Ele explica que os que estão procurando um imóvel e os que querem vendê-los têm interesses diferentes. Diante disto, fica complicado dar razão ao cliente se, na verdade, o corretor tem duas partes envolvidas na negociação. E é preciso dizer que as pessoas fazem poucos negócios ao longo da vida. “Um cliente pode comprar dois ou três imóveis em décadas e, por isso, pouco sabe sobre este mercado. Cabe ao corretor dar toda a assessoria a ele e detalhar até mesmo as informações sobre a vizinhança do imóvel que está sendo negociado. Um idoso não vai querer morar perto de uma escola – e ele precisa saber disto”.

Neto deixa claro que a prioridade do corretor não é vender o imóvel e sim atender bem e dar o máximo de informações possível. “Na verdade, o corretor é um consultor que esclarece dados sobre financiamento, por exemplo. O trabalho tem que ser muito bem feito para que o cliente fique satisfeito e bem informado. Uma parte não pode pensar que a outra foi favorecida. Vender é uma consequência do processo”.

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