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São Paulo: o que muda com novo Plano Diretor

Especialista: Urbanismo

Finalmente foi aprovado o Plano Diretor: a carta magna que orienta o planejamento urbano de São Paulo. No entanto, para muitos ainda fica a questão: o que São Paulo quer ser nos próximos 40 anos? Cidades do mundo nasceram e se desenvolveram pautadas em vocações. E com São Paulo não foi diferente, prosperou como cidade industrial no início do século passado. Hoje a realidade é outra, e os serviços representam cerca de 80% da sua economia.

A cidade já não comporta mais a instalação e manutenção de indústrias(Foto: Banco de Imagens/Shutterstock)
A cidade já não comporta mais a instalação e manutenção de indústrias(Foto: Banco de Imagens/Shutterstock)

O processo de desindustrialização e a falta de ações que promovessem a renovação do uso e ocupação do solo proporcionaram um ambiente degradado e desconexo no sentido da geração de sinergias econômicas, em especial, a industrial. De fato, a cidade já não comporta mais a instalação e manutenção de indústrias que sejam geradoras de tráfego e de poluição ambiental.

 

Todavia, não podemos ignorar e desperdiçar esse potencial econômico, haja vista que o valor gerado por trabalhador na indústria é bem superior à média do setor de serviços. Então, o que fazer com os diversos estabelecimentos e sua mão-de-obra que ainda se encontram dispersas ao longo das várzeas dos rios que cortam a cidade? São Paulo precisa aprimorar suas vocações existentes (gastronomia, moda, centro de negócios), desenvolver outras a partir das potencialidades pré-existentes: indústria audiovisual, serviços de saúde, transportes terrestres, construção civil e arquitetura, facilidades (facilities services) e recursos humanos, entre outras.

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