Mercado Imobiliário

Simples Nacional vai diminuir a informalidade dos corretores de imóveis

A inclusão dos corretores de imóveis no Simples Nacional, sistema de arrecadação simplificada de impostos do Governo Federal, beneficiará cerca de 310 mil profissionais que trabalham com corretagem de imóveis no País. O sistema de tributação para micro e pequenas empresas unifica oito impostos em um único boleto e reduz a carga tributária, possibilitando que mais profissionais se formalizem, em virtude da agilidade na abertura de empresas e na significativa redução da incidência tributária sobre sua força de trabalho.

o corretor autônomo paga cerca de 30% em impostos sobre seu faturamento (Foto: Shutterstock)
Atualmente, o profissional autônomo paga cerca de 30% em impostos sobre seu faturamento (Foto: Shutterstock)

Hoje, o corretor autônomo paga cerca de 30% em impostos sobre seu faturamento. No Simples Nacional, sua tributação será entre 6% (para faturamento anual de até R$ 180 mil) e, no máximo, 17,42% (faturamento até R$ 3,6 milhões por ano).

“O novo regime tributário é uma conquista histórica para a categoria, que servirá de incentivo para a formalização de milhares de profissionais”, afirma o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (Creci-PI), Nogueira Neto, que representou a categoria na cerimônia de assinatura da sanção do projeto de ampliação do Simples Nacional, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo o presidente, após 18 anos de luta contínua, a classe conseguiu inserir o segmento imobiliário nessa modalidade tributária. “A conquista significa redução de impostos para profissionais e empresas do nosso segmento, menos custos e mais benefícios à categoria e a sociedade.”, enfatizou Nogueira Neto.

Com o Simples Nacional os corretores poderão se formalizar optando por serem MEI (Microempreendedores Individuais). Nesse caso, o faturamento anual não pode ultrapassar R$ 60 mil, ou seja, R$ 5 mil mensais. “Com esse registro, o profissional pode emitir o seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. A taxa mensal para esse regime é menos do que R$ 50 por mês. E nisso já estão inclusos todos os impostos e tributos”, explicou o presidente do Creci, Nogueira Neto.

Com informações da Cidade Verde

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