Mercado Imobiliário

Taxas mais baixas são o melhor modelo que o Brasil poderia “copiar” de outros mercados

Os exemplos de projetos que poderiam ser adaptados ao Brasil se multiplicam em todas as áreas: econômica, política, de saúde, só para citar algumas. No setor imobiliário não é diferente. Algumas ideias são até bacanas, mas outras são duramente criticadas pelos especialistas.

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Mercados como dos EUA, Ásia e Europa são mais amigáveis para quem quer adquirir moradia (Foto: Shutterstock)

Como a do governo da Venezuela, que exige que os donos vendam os imóveis aos que são inquilinos há mais de vinte anos. Os proprietários que se recusarem a vender receberão multa inicial que chega ao valor equivalente a R$ 91,5 mil.

De acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Samy Dana, se o Brasil adotasse uma lei assim, as pessoas começariam a elevar os preços dos aluguéis. “Trata-se de uma iniciativa que o melhor é ignorar”, afirma o professor.

Para ele, o maior problema hoje no Brasil são as elevadas taxas de juros. “Esse não é apenas um entrave do mercado imobiliário – atinge todas as áreas. Os índices encarecem não apenas os financiamentos, mas também os valores dos aluguéis”, diz Dana.

Ele cita, porém, um processo que poderia ser bem-vindo no Brasil. A facilidade que o governo norte-americano oferece na hora de financiar um imóvel, incluindo prazos mais longos. Os mercados, na Ásia e na Europa, lembra o professor, são igualmente mais “amigáveis” para quem quer adquirir a moradia ou crédito imobiliário. “O melhor seria o Brasil ter taxas menores de juros. Esse é o caminho mais indicado”.

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