Mercado Imobiliário

Vale a pena fazer reformas na hora da locação comercial?

Se o seu cliente está em dúvida se deve ou não reformar o imóvel antes de alugá-lo para o comércio, saiba que, na opinião de Aparecido Viana, presidente da Viana Negócios Imobiliários, tudo depende da situação. “Em minha opinião, é melhor não reformar. Cada empresa que possa alugar o espaço terá um perfil diferente, materiais distintos a serem usados e, consequentemente, necessitarão de mudanças diferenciadas. Assim, fica complicado reformar antes de definir o locatário, pois isso poderá engessar esse imóvel para um tipo específico de negócio”, avalia.

reforma na empresa
É preciso definir se este investimento de melhoria vai agregar valor ao imóvel (Foto: shutterstock)

Definir o tipo de empresa que fará a locação é importante até mesmo para as reformas mais simples, como pintura e colocação de equipamentos. “Um laboratório médico, por exemplo, demanda inclusive pintura diferenciada em relação a outros ramos de atividade. Pode ser que o inquilino escolha ter um pé direto duplo e derrubar a parede, de modo que uma simples pintura ou reforma pode ser dinheiro desperdiçado”, reforça.

Para Viana, reformas só devem ser feitas em pontos-chave e estruturais, como troca de uma janela ou para resolver problemas de encanamento, fiação ou danos de qualquer espécie. “De resto, mantenha a área limpa e disponível para visita. O prazo médio de locação costuma ser mais rápido nesses casos”, aconselha.

Quem paga a reforma?

Segundo Viana, tudo depende do acordo entre proprietário e inquilino. “O locador pode dar carência ao locatário para que ele faça a reforma como quiser. Mas se o inquilino acredita que precisa de adaptações, deve sinalizar as mudanças que fará e pedir o desconto no valor do aluguel”, explica.

No entanto, Viana alerta que é preciso definir se esse investimento de melhoria vai agregar valor ao imóvel. “Isso deve ser muito bem analisado e discutido entre locador e locatário e o proprietário pode pedir a opinião da imobiliária e consultar como outros contratos parecidos foram tratados na empresa”, informa.

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